segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Código de Conduta do Dojo


O Dojo é um lugar onde se pode praticar Karatê. Portanto, é importante respeitar o ambiente do Dojo e as pessoas que nele praticam Karatê.
• Não é permitido falar ou conversar durante os treinos.
• É proibido correr no Dojo até ordem em contrário.
• Não é permitido comer ou mascar pastilhas elásticas no Dojo.
• Todos os alunos devem usar um Gi (vulgarmente conhecido como Kimono ).
• O Gi deve estar limpo, sem buracos, sem nódoas, etc.
• Por baixo do casaco do Gi pode-se usar uma t-shirt, unicamente de cor branca.
• Os praticantes devem treinar descalços, a menos que exista um problema de saúde que os obrigue a treinar calçados. Neste caso, deve-se avisar o Sensei e colocá-lo ao corrente do problema para então se chegar a uma conclusão quanto ao tipo de calçado a usar.
• Chapéus, óculos de sol, pulseiras, relógios, brincos, anéis ou colares não são permitidos durante os treinos, pela segurança do próprio aluno e da dos outros. Não é permitido o uso de fitas para a cabeça, mas, se em último caso for necessário o uso de uma para absorver o suor, é aconselhada uma pequena fita branca e que não contenha nós de espécie alguma.
• Todos os praticantes devem manter sempre as unhas das mãos e dos pés cortadas para a sua própria segurança e da dos outros.
• Respeitar, Respeitar e Respeitar, é um pensamento contínuo no Dojo.
• Não deve haver conflitos do Ego no Dojo. O Dojo de Karatê não é ringue de competição de vaidade.
• A insolência jamais será tolerada, devemos ter consciência de nossas limitações.
• É da responsabilidade e dever de todos manter o Dojo limpo, de preferência, deve ser varrido diariamente.
• Quando apertar a mão aos Senseis, deve fazê-lo sempre com as duas mãos em sinal de profunda gratidão pelos ensinamentos que você recebe.
• Nunca pare com os braços cruzados ou com as mãos apoiadas nos quadris, quando estiver dentro do Dojo , e muito menos na frente de algum Sensei ou Senpai.
• Quando andar na rua com o Sensei, mantenha-se um pouco atrás. Evite andar na frente dele. Caminhe ao seu lado, no caso de ele estar a conversar consigo, enquanto andam. Faz parte de a tradição japonesa o discípulo andar atrás do mestre.
• Quando estiver na mesa com o seu Sensei, ou colegas mais experientes que você, espere que eles comecem a comer primeiro, como sinal de respeito.
Antes de se entrar no Dojo, deve-se fazer a saudação, bem como à saída do Dojo. Também é costume fazer-se a saudação ao Sensei para se pedir licença para entrar ou sair. No caso de o Sensei não estar presente, faz-se a saudação ao aluno mais graduado ( Senpai ). Também se faz a saudação quando se começa a praticar alguma técnica com um parceiro.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Samurai


Os samurais (em japonês: 武士 samurai?) eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana.
Os Samurais existiram por quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social porquanto existiu o governo militar nipônico denominado Shogunato. Pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.
O samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku, pois em seu código de ética era preferível morrer com honra a viver sem a mesma.
Seppuku, suicídio honrado de um samurai em que usa uma tanto (faca) e com ela enfia no estômago e puxa para cima cortando tudo o que tem por dentro. Uma morte dolorosa e orgulhosa.
Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses.
Posteriormente, por volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho.
O samurai mais famoso de todos os tempos foi Miyamoto Musashi, um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (Atual Tokyo) e venceu o grande Sasaki Kojiro, outro grande samurai.
Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimyo, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida.
Os Samurais, como classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o imperador retomou o poder do país.
Seu legado continua até nossos dias, influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.
Nomenclatura
O nome "samurai" significa, em japonês, "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros).
Um termo mais apropriado para Samurai é bushi (武士) (significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") que era usado durante o período Edo. No entanto, o termo "Samurai" refere-se normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um samurai sem ligações a um clan ou daimyō era chamado de ronin (literalmente "homem-onda"). Rōnin são também samurais que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o seppuku, que significa dividir a barriga, de modo a repor a honra do seu clã ou família. Samurais ao serviço do han eram chamados de hanshi.
Era esperado dos Samurais que eles não fossem analfabetos e que fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (também chamada de período Edo), eles perderam gradualmente a sua função militar.
Tal relação de suserania e vassalagem era muito semelhante à da Europa medieval, entre os senhores feudais e os seus cavaleiros. Entretanto, o que mais difere o samurai de quaisquer outros guerreiros da antiguidade é o seu modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e ética.
Após tornar-se um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurais tinham o direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishô": um verdadeiro símbolo samurai. Era composto por uma espada curta (wakizashi), cuja lâmina tinha aproximadamente 40 cm, e uma grande (katana), com lâmina de 60 cm.
Todos os samurais dominavam o manejo do arco e flechas. Alguns usavam também bastões, lanças e outras armas como a foice e corrente(kusarigama)e jutte.
Eram chamados de ronin os samurais desempregados: aqueles que ainda não tinham um daimyo para servir ou quando o senhor dos mesmos morria ou era destituído do cargo.
Os samurais obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushidô (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação.
Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.
A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar o samurai, segundo alguns estudiosos, o mais letal de todos os guerreiros da antiguidade.
Talvez o que mais fascine os ocidentais no estudo desses lendários guerreiros é a determinação que eles tinham em freqüentemente escolher a própria morte ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por outra falha, a honra exigia o suicídio em um ritual denominado harakiri ou seppuku. Todavia, a morte não podia ser rápida ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o samurai devia demonstrar total autocontrole diante das testemunhas que assistiam ao ritual. No entanto, dispunham de um assistente neste momento, que deceparia sua cabeça ao menor sinal de fraqueza para que sua honra fosse igualmente preservada. Normalmente eram escolhidas pessoas próximas (familiares, amigos) da pessoa que estava cometendo o suppuku para ajudar como assistente. Tal "cargo" era considerado de grande honra.
A morte, nos campos de batalha, quase sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais privilégios.
Ao tomar conhecimento desses fatos, os ocidentais geralmente avaliam os samurais apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurais destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.
O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.
Os samurais eram guerreiros que davam muita importância ao seu clan (família) por isso se algum membro da família do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar sua honra.
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória, sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..." - A Arte da Guerra, Sun Tzu -> Sun Tzu erá chines, e não tem qualquer relação com os samurais.
"Para ser considerado guerreiro, é preciso aprender a aceitar a própria morte de forma corajosa e natural." - O Livro dos Cinco Anéis, Miyamoto Musashi
Artes marciais dos Samurais
Se numa classe guerreira qualquer há preocupação com o treinamento militar, imagine para os samurais! Através das artes marciais, era fortalecida tanto a sua técnica quanto o seu espírito. Mais do que acertar um alvo com sua flecha ou cortar algo com sua espada, um samurai sempre visava refinar seu espírito, com a autodisciplina e o autocontrole, para assim estar sempre preparado para as situações mais adversas possíveis.
Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes Samurai a se salvar de sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram burocratas a serviço do governo). O Kobudo, como são conhecidos os estilos de combate criados pelos samurais ainda é praticado até nossos dias. O Kobudo envolve uma grande gama de armas diferente e técnicas, como o Kenjutsu [arte de combater com espadas, Iaijutsu (arte de desembainhar a espada em combate)], Naginatajutsu (luta com alabarda), Sojutsu ou Yarijutsu (arte da lança), Jojutsu e Bojutsu (arte do bastão) e Jiujitsu (luta desarmada).
A maioria destas artes teve versões modernizadas (Gendai Budo) no século XX, como o Kendo, Iaido, Jodo e Judo por exemplo. Tanto o Kobudo como o Gendai Budo são praticados hoje em dia, muitas vezes se complementando.
Armadura
Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o clã e a classe do samurai. As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar até quarenta quilos.[1]
• Suneate: Duas lâminas verticais presas na canela por juntas ou correntes.
• Haidate: Protetor de coxas, com a parte inferior sobreposta de lâminas de metal ou couro.
• Yugate: Luvas feitas de couro.
• Kotê: São as mangas que protegiam os antebraços e punhos, poderiam ser feitas de diversos materiais, como tecido, couro ou lâminas de metal.
• Dô: Protetor para o abdômen.
• Kusazuri: Um tipo de saia feita de lâminas de metal presas a um cinto de couro e amarradas no Dô, servia para proteger o quadril e as coxas.
• Uwa-obi: Cinto feito de linho e algodão que amarrava o Dô.
• Sode: Protetor de ombros feito de lâminas de metal.
• Hoate: Máscara que variavam muito de modelo, conforme o período.
• Kabuto: Capacete, que também variavam muito de modelo, conforme o período. Simbolizavam o poder e status do samurai.
O Dia do Samurai
É comemorado no dia 24 de abril, data de aniversário do mestre Sensei Jorge Kishikawa, o principal introdutor das artes samurai tradicional no Brasil, o Kobudo (também chamado Koryu Budo).
O Sensei Jorge Kishikawa introduziu estas artes no Brasil em 1993 com a fundação do Instituto Cultural Niten, hoje presente em todas as regiões do Brasil, na Argentina e no Chile. Conta com mais de 800 praticantes.
Para ser reconhecido como Kobudo, um estilo precisa necessariamente ter sido fundado antes de 1868, ano da restauração Meiji, e possuir documentos que suportem esta afirmação. No Japão existe a Nihon Kobudo Kyokai e a Nihon Kobudo Shinkokai, associações que mantém registro destes estilos.
No Brasil atualmente estes requisitos somente são atendidos por estilos ensinados no Instituto Niten. Existem relatos de praticantes de outros estilos de Kobudo que migraram para o Brasil na década de 1950, porém atualmente não há registros destas práticas acontecendo em outro local além do Instituto Niten.
O Dia do Samurai é data oficial nos calendários das cidades de São Paulo (a metrópole onde se concentra o maior número de descendentes japoneses fora do Japão), Ribeirão Preto, cidade considerada como o berço da imigração japonesa no Brasil, Brasília, Piracicaba e em todo o estado do Paraná...
O Samurai na sociedade japonesa
Os samurais eram treinados militarmente desde a infância, e formavam uma casta respeitadíssima e hereditária. Moldados no treinamento e educação espartanos, sua conduta era rígida e baseada num código restrito chamado Bushido (o caminho guerreiro), que enfatizava as qualidades de lealdade, bravura e resistência. Quando derrotados ou desonrados, praticavam o Seppuku, o suicídio sagrado e ritualístico, em que o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca.
A Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurais, a classe dos guerreiros, que compreendia cerca de 3 a 8 por cento do total da população, destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram proibidas ás outras pessoas; a eles, samurais, quais cabiam a responsabilidade de manter a ordem.
Os samurais tinham privilégios, como o livre direito de ação; diante deles, em certas ocasiões, as pessoas das classes mais baixas deviam lhes reverenciar, como ato de respeito. Por lei, um direito chamado kirisute gomen dava a um samurai o poder de eliminar com sua espada qualquer um das castas mais baixas que não o respeitasse. Os samurais, como casta, terminaram com a extinção do feudalismo.
Sem ter a quem servir, entraram na luta contra o império, numa série de revoltas iniciadas em 1870, que foram abafadas pelo exército imperial. Os sobreviventes das revoltas, homens com séculos de orgulho, honra e cultura guerreira, se degradaram e terminaram seus dias com bandoleiros ou mendigos.
Casamento samurai
Geralmente o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário (a).
Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior. Mas depois no século XV, esse costume acabou, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro. Como norma geral o casamento constituía assunto estritamente familiar e se realizava dentro dos limites de uma mesma classe.
Contudo, os interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares, transformando o matrimônio em assunto de estado. Na aristocracia existiu um famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que a fim de manter a hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com herdeiros do trono e outros membros da família imperial. De modo semelhante, os chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento, dando suas filhas em matrimônio a senhores vizinhos ou outras pessoas influentes.
Esposa, a mulher samurai
Na classe samurai, mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido).
Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.
Com todas essas responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com muita freqüência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender seu lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam virar alvo de ataques inimigos.
Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher combater ao lado do marido, usando de preferência a 'naginata' (alabarda), arma que aprendiam a manejar desde cedo.
Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no japonês puro, usando 'kana'.
As crônicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que esposas de samurais lutavam na defesa de seus lares, empunhando alabarda, atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.
Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam de sua aparência vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era hábito de toda mulher casada), tiravam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos longos cabelos escuros.

Entregas de faixas


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal


A família União Garra de Águia deseja um Filiz Natal e um Ano Novo cheio de realizações e vitória.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

IV Copa Leão

IV Copa leão ralizada em Compo Grande, Rio de Janeiro no dia 22/11/09.
Kioshi Benedito Nelson, o mão de ferro, Mestre Cidi Gobbi, Sensei Jorge Agustinho e seu alunos. Parabens.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Aulão


Oss. No dia 20 de Setembro domingo harerá um aulão na academia, as três da tarde, com o Sensei Jorge Agustinho. Não falte.

sábado, 18 de julho de 2009

Treinamento





TREINAMENTO SISTEMATIZADO


Atualmente, o treinamento de Karatê-dô é sistematizado e dividido em três componentes: Kihon, Kata e Kumite.

Kihon é a prática de técnicas fundamentais: bases, defesas, socos, chutes.
As técnicas básicas do Karatê são passadas principalmente através do Kihon, pois ele vai ser a base para se fazer um Kata bem feito e um Kumite melhor ainda.
É no Kihon que o karateca vai ganhar uma base forte e firme e também velocidade e força nos seus pés.
Através do Kihon, o karateca consegue atingir uma potência muito forte, reflexos e rapidez nos deslocamentos.
Mas somente a força muscular não permitirá que a pessoa se sobressaia nas artes marciais, o poder do kime (finalização) é essencial e resulta da concentração de força máxima no momento do impacto.
Um golpe de um karateca bem treinado, pode chegar a ter uma velocidade de 13 metros por segundo e gerar uma força equivalente a 700 Kgs.
No Kihon também é treinado a movimentação em base com o movimento de quadris, essencial a um movimento bem feito.
Os quadris estão localizados aproximadamente no centro do corpo humano, e o movimento deles exerce um papel crucial na execução de vários tipos de técnicas do Karatê.
Além de uma fonte de potência, os quadris constituem a base de um espírito estável, de uma forma correta e da manutenção de um bom equilíbrio.
No Karatê recomenda-se a " golpear com os quadris " , " a chutar com os quadris" e a "bloquear com os quadris".

Kata ( leia-se Katá ) são exercícios formais, ou, movimentos estilizados de Karatê executados de maneira encadeada e pré-determinada , representativos de um estilo de Karatê.
Os katas são a alma do Karatê-dô, por permitir ao praticante o contato com técnicas ancestrais e dar a ele uma visão da tradição que existe na arte.
Os iniciantes do Karatê aprendem desde cedo que o Kata é uma luta imaginária contra 2 ou mais adversários, mas não imaginam que a espinha dorsal do Karatê está fundamentada nos katas.
No Shotokan atualmente são praticados 26 Katas.
Começa com 5 katas básicos, os HEIAN, que têm como objetivo fazer com que o praticante adquira habilidade sobre as principais técnicas básicas.
Deve-se treinar HEIAN até que essas técnicas sejam assimiladas e passem a ser executadas de forma natural.
Depois vem a série TEKKI, com três katas.
Os kata TEKKI se caracterizam pela base KIBA-DACHI (base do cavaleiro), e todos os deslocamentos são para as laterais, ou seja, somente para a direita e para a esquerda.
Como os golpes nesses kata não contam com grandes deslocamentos (os golpes são curtos), os TEKKI têm como objetivo o desenvolvimento do KIME, através do treinamento, principalmente, da contração da região sub-abdominal (TANDEN).
Essas duas séries juntas, HEIAN e TEKKI, formam os katas básicos do Shotokan, e devem ser dominados por quem pretende obter a graduação SHODAN (faixa-preta 1º grau).
Os outros 18 katas são considerados avançados e, entre eles, existem vários "tipos" de katas.
Cada kata possui um objetivo, e dá ênfase a um determinado tipo de treinamento.
Existem katas, por exemplo, que têm como objetivo o desenvolvimento de agilidade (como o ENPI), desenvolvimento de contração/expansão muscular (como o HANGETSU), desenvolvimento de uma base firme (como o SOCHIN), etc...
Nossa tarefa é estudar os movimentos dos katas e treinar aquele que for mais necessário, para desenvolver o que estiver mais precário em nossa técnica.
Para isso é preciso já ter algum conhecimento e domínio técnico, e por isso só são recomendados para praticantes graduados.
Com isso, pode-se concluir que os katas não são apenas uma "luta simulada", sem nenhum sentido, como muitos costumam definir.
Os katas possuem objetivos e aplicações, e eles reúnem todo conhecimento e beleza do Karatê-dô.

PARA A PRÁTICA DO KATA, HÁ CINCO FATORES:


1-) SEQUÊNCIA
Quando dizemos sequência, nos referimos à memorização dos movimentos do Kata: sua direção, a utilização correta dos movimentos de mãos, pés, defesas, etc.. Isso requer uma boa capacidade de memorização, para que seu corpo repita o movimento sem ter que pensar nele

2-)RESPIRAÇÃO
Respiração correta é extremamente importante. O corpo atravessa momentos de força (inspirar) e fraqueza (expirar) aliados à respiração. A respiração correta , no tempo certo, além de aumentar a força e a velocidade, ajuda na concentração do corpo e da mente

.3-) COMBINAÇÕES E TEMPO
Combinação refere-se a um grupo de movimentos no Kata. Com a combinação, o Kata deixa de ser uma monótona sequência de movimentos, para uma série de movimentos, representando diferentes situações de lutas. Tempo, separa as diferentes combinações. São esses dois itens que dão vida ao Kata.

4-)FORMA E SIGNIFICADO
O item "forma" significa aplicar posições perfeitas em todo o Kata. Posições correta das mãos e pés. O corpo deve estar perpendicular ao chão, os ombros relaxados, e a expressão alerta.
O item "significado": quando o aluno estiver praticando o Kata, ele deve saber para que serve cada movimento, e aplicá-lo com convicção.

5-)OLHOS
Olhar forte significa, grande concentração. Sem esse elemento, o Kata pode torna-se morto. Olhar forte, em luta, pode afetar psicologicamente o oponente. Em Kata, deve antes de executar o movimento, olhar a direção para onde irá executar o movimento.

KATAS

SIGNIFICADO

1-HEIAN SHODAN

PAZ E TRANQUILIDADE-Primeiro

2-HEIN NIDAN

PAZ E TRANQUILIDADE-Segundo

3-HEIAN SANDAN

PAZ E TRANQUILIDADE-Terceiro

4-HEIAN YONDAN

PAZ E TRANQUILIDADE-Quarto

5-HEIAN GODAN

PAZ E TRANQUILIDADE-Quinto

6-TEKKI SHODAN

CAVALEIRO DE FERRO -Primeiro

7-TEKKI NIDAN

CAVALEIRO DE FERRO-Segundo

8-TEKI SANDAN

CAVALEIRO DE FERRO-Terceiro

9-BASSAI DAÍ

ROMPER A FORTALEZA -longo

10-KANKU DAÍ

CONTEMPLAR O CÉU - longo

11-JUTTE

DEZ MÃOS

12-HANGETSU

MEIA LUA

13-ENPI

VÔO DA ANDORINHA

14-GANKAKU

GROU SOBRE A ROCHA

15-JION

AMOR E GRATIDÃO

16-BASSAI SHO

ROMPER A FORTALEZA - curto

17-KANKU SHO

CONTEMPLAR O CÉU - curto

18-CHINTE

MÃOS ESTRANHAS

19-UNSU

MÃOS DE NUVENS

20-SOCHIN

ESPÍRITO INABALÁVEL

21-NIJUSHIHO

24 PASSOS

22-GOJUSHIHO DAÍ

54 PASSOS - longo

23-GOJUSHIHO SHO

54 PASSOS - curto

24-MEIKIO

ESPELHO LIMPO

25-JIIN

AMOR E PROTEÇÃO

26-WANKAN

CORÔA REAL


Kumite é o combate propriamente dito. No kumite podem-se aplicar, com a ajuda de um colega, as técnicas praticadas anteriormente com o treino de Kihon e Kata.
O kumite pode ser praticado em vários níveis de dificuldade. São eles:
Ippon kumite
• Sanbon kumite
• Gohon kumite
• Ju ippon kumite
• Ju kumite
• Shiai kumite

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